domingo, 1 de abril de 2012

Comissão das Unesco avaliará preservação de Brasília



Pessoal, já que Brasília tem sido um assunto recorrente nas nossas conversas assim que vi a notícia divulgada na revista AU de março, nº216 , lembrei de postar aqui. O texto que saiu na revista está na imagem. O que vou postar a seguir foi retirado direto do site e está mais completo. Chamo a atenção, na imagem, para o mapa onde estão marcadas e listadas algumas das ameaças à capital.

Comissão da Unesco vai reavaliar título de patrimônio mundial de Brasília


Plano-piloto sofre com problemas de especulação imobiliária e invasão de espaços públicos


Mauricio Lima

Joana França
Vista aérea da esplanada dos ministérios e da rodoviária de Brasília
Em março, uma equipe da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) chega a Brasília para avaliar as condições da capital brasileira. Tombada como patrimônio cultural mundial em 1987, Brasília corre o risco de se tornar um patrimônio cultural ameaçado. Dez anos atrás, um grupo da Unesco veio à capital federal com o mesmo objetivo e acabou fazendo 20 exigências para manter o tombamento da cidade.

O plano-piloto desenhado pelo urbanista Lucio Costa vem sofrendo com problemas de invasões de áreas públicas há muito tempo e também com a alteração da volumetria dos edifícios e implantação de empreendimentos em localidades que descaracterizam o plano inicial. Em muitos locais, é possível ver prédios com um pavimento a mais do que o permitido ou edifícios na orla do Lago Paranoá, que deveria ser um espaço público para lazer, e não uma área com prédios residenciais.

Segundo Claudio Villar de Queiroz, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), a cidade sofre com um grande problema de especulação imobiliária que acaba ultrapassando as diretrizes do tombamento e afetando o projeto inicial da cidade. "Existem áreas onde as construtoras se utilizam da outorga onerosa para construir edifícios mais altos ou mais largos, alterando a volumetria prevista pelo projeto do Lucio Costa", disse.

O superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Distrito Federal (Iphan-DF), Alfredo Gastão, afirma que um dos principais problemas existentes na cidade é a falta de planejamento regional. "Hoje em dia, mais de 70% dos empregos estão concentrados no Plano Piloto. Milhares de pessoas se deslocam de carro diariamente para Brasília, pois não há um sistema de transporte público de massa eficiente. A cidade torna-se um estacionamento gigantesco".

Para Gastão, a manutenção dos principais edifícios da cidade é um dos menores problemas a ser resolvido. "O mais importante aqui não é o edifício que tem de ser pintado de azul ou branco, ou que tem de ser consertado. "É necessário respeitar o plano de Brasília, mas de uma forma que o desenho esteja harmonizado com as necessidades sócio-econômicas da população", disse.

Já o professor da UNB acredita que é necessária a maior fiscalização para que o plano-piloto possa ser mantido. "A fiscalização por parte do governo é muito falha, e a representação da Unesco em Brasília não tem tanta força para tal atividade", disse. Segundo ele, é necessário que haja uma determinação federal para a preservação da cidade. "Imagino, que para a Unesco, a situação do tombamento estará aceitável. Serão feitas algumas recomendações e isso vai causar algum impacto, mas a situação não deve se alterar tanto", disse.

25 anos do tombamento

Em comemoração aos 25 anos de tombamento da cidade, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, instituiu, em janeiro, o "Ano da Valorização de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade". Ao longo do ano, devem ser desenvolvidas ações que valorizem e ajudem a preservar o patrimônio tombado da capital federal.


http://www.piniweb.com.br/construcao/urbanismo/artigo249872-1.asp

sábado, 24 de março de 2012

Eduardo Kneese de Mello

Da série "arquitetos que estudamos pouco".
Vejam que legal.
http://vimeo.com/15582342
Obs. Sabe esse edifício que ele disse ter feito no terreno onde havia um cortiço?
Pois é, essa que vos escreve nasceu lá!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Micrometragem Historicidade

Bom gente,
Esse é um vídeo que fiz para um concurso de micrometragem, que apesar de não ter muito sentido com nossa matéria é muito interessante. Foi feito com a ajuda da profa. Silvana, e acho uma reflexão muito interessante para nós arquitetos, principalmente os moradores de Campinas =D
http://www.youtube.com/watch?v=BQ2rH4PNik8

domingo, 27 de novembro de 2011

Aterro do Flamengo




O parque do Flamengo teve suas obras iniciadas em 1961, localizado na orla da baía de Guanabara. O projeto urbanístico e arquitetônico foi realizado pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, e o projeto paisagístico, por Roberto Burle Marx. O aterro é feito com
material proveniente do desmonte do morro de Santo Antônio.O aterro do Flamengo foi uma iniciativa que visava resolver o problema viário do Rio de Janeiro, que se intensificou entre 1950 e 1960.
Nessa época, tivemos a participação de Reidy em vários projetos de urbanização. O aterro do Flamengo está entre uma das principais realizações de Reidy na cidade. Ele também teve participação no projeto do MAM/RJ, sendo responsável pela passarela em frente ao museu, pelo coreto e pelo pavilhão de jogos.
Além do projeto de Reidy, no aterro também podem
os encontrar um dos projetos paisagísticos mais importantes de Burle Marx, como na praça Salgado Filho, onde po
demos observar as pedras mesclando com o gramado nos pisos e a sinuosidade dos canteiros. Podemos comparar esse projeto com a dos jardins
na proximidade do MAM, que apresentam um perfil diferente: traçado quadrangular com linhas retas e canteiros ortogonais.


Podemos dizer que o aterro se apresenta como um intermediário entre o urbano e o natural da cidade, pois é um local próximo ao centro mas grudado ao mar, possibilitando uma vista agradável a quem passa.







sábado, 19 de novembro de 2011

Explicação necessária- Niemeyer sobre o Museu de Arte Contemporânea


"Como é fácil explicar este projeto!
Lembro quando fui ver o local. O mar, as montanhas do Rio, uma paisagem magnífica que eu devia preservar.
E subi com o edifício, adotando a forma circular que, a meu ver, o espaço requeria.
O estudo estava pronto, e uma rampa levando os visitantes ao museu completou o meu projeto. "

Oscar Niemeyer (2


Como já foi discutido e comentado na viagem, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói impressiona pela sua implantação na paisagem, de forma muito sensível e pelo arrojo dos seus traços. Achei interessante essa frase que estava no site do museu e também colocar alguns croquis.006)




















Lucas Gabriel

quarta-feira, 16 de novembro de 2011